Encontrando a liberdade - Jarvis Jay Masters

A história inspiradora de um homem que foi condenado à morte e, mesmo preso há mais de 30 anos, se tornou um mestre budista Existem muitas formas de liberdade. Algumas ficam à mercê das nossas circunstâncias pessoais, enquanto outras não podem jamais ser tiradas de nós. Jarvis Jay Masters é um homem negro que nasceu numa família pobre e teve uma infância cercada de negligência e violência. Foi recolhido a uma instituição para menores infratores aos 12 anos, preso numa penitenciária aos 19 e condenado à morte aos 23. Hoje aos 58, está há mais tempo confinado a uma cela do que caminhando livremente pelas ruas. Mas, em determinado momento, partiu em busca da liberdade: após começar a se corresponder com o mestre budista Chagdud Tulku Rinpoche, assumiu um compromisso permanente com a não violência e com a paz. No livro Encontrando a liberdade, Jarvis conta a sua trajetória – uma história permeada por uma visão de esperança e uma possibilidade de liberdade mesmo nos tempos mais sombrios. Mas que liberdade é essa que Jarvis encontrou e que o inspirou a escrever sua história? Certamente ela não tem a ver com decidir o que fazer que o que não fazer – afinal, preso numa instituição de segurança máxima, ele não pode nem ao menos escolher coisas muito simples como, por exemplo, o que e quando comer ou quando acender ou apagar as luzes de sua cela. Também não tem qualquer relação com fuga. Na verdade, é justamente o contrário: uma capacidade imensa de confrontar a si mesmo, todos os dias, e de saber que, por mais difícil, quase impossível que possa parecer, há sempre escolhas a serem feitas. E a principal delas é cultivar a paz interior não importa onde você esteja, não importa o que aconteça. É reconhecer que todos nós, independentemente de idade, cor, raça, gênero e posição social, nunca temos certeza de que ainda haverá um amanhã para vivermos e que cada pessoa é, sim, capaz de compreender o que o outro sente – basta que pratiquemos. As palavras do mestre de Jarvis continuam ecoando para ele e, após a leitura do livro, para todos nós: “A liberdade está onde você está”. Não importa se atrás das grades, ou sem sair de casa há vários meses, confrontados, entre quatro paredes, com nossos maiores medos, obrigados a usar máscaras e a adotar procedimentos de segurança que tolhem nossos gestos e impulsos. Em Encontrando a liberdade, Jarvis Jay Masters deixa claro que a prática espiritual nada mais é do que nos mantermos despertos e próximos da verdadeira natureza de nossos corações e mentes, aquela que escolhe a liberdade da compaixão, do amor e da felicidade em vez do sofrimento. “Este é um dos meus livros favoritos, ao qual me refi¬ro com frequência em meus ensinamentos. Fico muito feliz em saber que mais pessoas vão poder ler estas maravilhosas e comoventes histórias.” – Pema Chödrön “É um privilégio e uma alegria ler o relato de Jarvis Jay Masters sobre a sua busca espiritual para encontrar a liberdade numa situação limite. Todo mundo deveria ler este livro.” – Robert Thurman, estudioso budista e autor de vários livros sobre o budismo tibetano “Acima de tudo, a revelação que Masters pede aos leitores para contemplar é a aceitação de que todos nós vivemos na prisão dos ciclos da existência e do sofrimento. Este livro é um testemunho memorável de sua transformação pessoal e de seu despertar espiritual.” – Publishers Weekly
 

O Oceano do Fim do Caminho - Neil Gaiman

Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos.
Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino.
Ele sabia que os adultos não conseguiriam ― e não deveriam ― compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.
“Gaiman construiu uma história inovadora sobre magia, humanidade, lealdade e memórias, em que a inocência perdida pode ser restaurada se alguém estiver disposto a pagar o preço.” Publishers Weekly
“Mordaz e desolador, eloquente e amedrontador, uma fábula que nos lembra como nossa vida é ditada pelas experiências da infância. O que ganhamos com elas e o preço que pagamos.” Kirkus Reviews
“Gaiman utiliza mitologia e sua própria infância para construir a história mais bela desde Stardust .” Booklist
“Gaiman é um tesouro repleto de histórias, e temos sorte por ele existir.” Stephen King
“Gaiman tem uma incrível imaginação e a habilidade para trabalhar temas complexos.” Philip Pullman
“Neil Gaiman é um dos autores atuais mais celebrados pelo público jovem e dono de um estilo peculiar.” Folha de S.Paulo
“Um olhar moderno sobre os contos de fadas e suas formas.” Library Journal
Best-seller da Veja

Ainda Estou Aqui - Marcelo Rubens Paiva

Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas. Casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras.
Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho. E mergulha num momento obscuro da história recente brasileira para contar ― e tentar entender ― o que de fato ocorreu com Rubens Paiva, seu pai, naquele janeiro de 1971.

 

Memória de minhas putas tristes - Gabriel García Márquez

Memória de minhas putas tristes é um romance nostálgico, cujo narrador, do qual não sabemos o nome, resolver dar-se de presente uma noite com uma virgem para comemorar seus 90 anos. Tudo que sabemos sobre ele é que trabalha para um jornal como crítico de música e que passou a vida em meio a prostitutas. Podemos dizer que é um homem culto e que nunca pensou em se casar. Ele inclusive abandonou a noiva no dia do casamento. Sabemos também que o apetite sexual desse nonagenário é impressionante e que ele faz sexo com frequência.

Para realizar o sonho sexual, o narrador recorre a uma velha conhecida, uma cafetina aposentada, que já havia intermediado negócios para ele (prostitutas), no passado, e pede a ela que organize esse encontro. As dificuldades de atender ao pedido ficam claras desde o início. Mas ele vai conseguir o que quer, não importa o quanto custe.

Essa senhora se vê então com uma difícil tarefa: como encontrar uma virgem? A cafetina então acha uma menina de 14 anos que trabalhava pregando botões e que cuidava dos irmãos mais novos. Ela estaria esperando o idoso num quartinho reservado para os clientes mais ilustres. O narrador coloca sua melhor roupa e vai até o bordel. Como a adolescente fica nervosa, a cafetina oferece a ela um chá com efeito calmante e a jovem adormece. A senhora então sugere ao narrador que realize seu sonho de tirar a virgindade da menina sem acordá-la, para protegê-la da dor da experiência. Ele se despe, mas fica com receio de tirar vantagem da menina. Então encontra uma solução: ele simplesmente dorme ao lado da menina, desfrutando da sensação de estar ao lado de uma mulher.

Só quando acorda ao lado da ainda pura ninfeta é que esse personagem vai ganhar a humanidade que lhe faltou enquanto fugia do amor.


Entrevista com Espíritos - Osmar Barbosa

Como funcionam as coisas dentro das Casas Espíritas na visão dos espíritos? Osmar Barbosa teve a oportunidade de passar alguns dias em desdobramento ao lado de espíritos amigos que, humildemente, explicaram como tudo isso acontece. Surpreenda-se com os bastidores do Centro Espírita em ? Entrevista com Espíritos?.

A Primeira Luz das Janelas - André Warwar

"Quando o porto de chegada é mais importante do que a jornada, muita coisa se perde no caminho.” Entre ondas turbulentas e mares de calmaria, André Warwar veleja por suas memórias de infância, juventude e vida adulta com seu novo livro de contos, “A primeira luz das janelas”. O humor e a tragédia fazem parte de cada história, criando uma leitura harmônica e viciante como um suco de morango com laranja, um cigarro Hollywood ou o beijo da mulher amada. Do menino que se arriscava a sair literalmente da linha ao homem que buscava a luz depois de uma noite escura com seu filho, existem aventuras e eventos cotidianos que compõem uma vida de lições e conquistas. Agora, Warwar compartilha essas pequenas vitórias com o leitor, em textos inéditos.

Fernão Capelo Gaivota - Richard Bach

 

Um dia, enquanto pensava sobre a vida, o ex-piloto da Força Aérea americana Richard Bach escutou uma voz misteriosa que começou a lhe contar a história de uma gaivota que queria voar mais alto e mais rápido. Impressionado com a inexplicável inspiração, Bach escreveu tudo o que ouviu. Ao final, tinha em mãos uma das obras mais populares e importantes das últimas décadas: Fernão Capelo Gaivota, uma aventura emocionante sobre liberdade, que influenciou, motivou e mudou para melhor a vida de milhões de pessoas no mundo todo.

Essa é uma história para pessoas que seguem seu coração e fazem suas próprias regras, pessoas que sentem um prazer especial em fazer algo bem, mesmo que apenas para si mesmas, pessoas que sabem que existe mais no mundo do que aquilo que se pode ver - elas estão lá, com Fernão, voando mais alto e mais rápido do que jamais sonharam.

Fernão Capelo Gaivota é uma obra-prima, capaz de agradar os leitores de Paulo Coelho e os admiradores de O pequeno príncipe , que a cada dia conquista mais admiradores, agora publicada com a inédita parte 4. Após sofrer um acidente de avião em 2012 e passar quatro meses no hospital, Richard Bach decidiu que era o momento de compartilhar o desfecho de seu trabalho e ensinar a seus leitores como fazer suas vidas valerem mais a pena.

Tudo é Rio - Carla Madeira

Com uma narrativa madura, precisa e ao mesmo tempo delicada e poética, o romance narra a história do casal Dalva e Venâncio, que tem a vida transformada após uma perda trágica, resultado do ciúme doentio do marido, e de Lucy, a prostituta mais depravada e cobiçada da cidade, que entra no caminho deles, formando um triângulo amoroso.

Na orelha do livro, Martha Medeiros escreve: “ Tudo é rio  é uma obra-prima, e não há exagero no que afirmo. É daqueles livros que, ao ser terminado, dá vontade de começar de novo, no mesmo instante, desta vez para se demorar em cada linha, saborear cada frase, deixar-se abraçar pela poesia da prosa. Na primeira leitura, essa entrega mais lenta é quase impossível, pois a correnteza dos acontecimentos nos leva até a última página sem nos dar chance para respirar. É preciso manter-se à tona ou a gente se afoga.”

A metáfora do rio se revela por meio da narrativa que flui – ora intensa, ora mais branda – de forma ininterrupta, mas também por meio do suor, da saliva, do sangue, das lágrimas, do sêmen, e Carla faz isso sem ser apelativa, sem sentimentalismo barato, com a habilidade que só os melhores escritores possuem.

 

O Segredo do Meu Turbante - Nadia Ghulam - Agnès Rotger

Aos oito anos de idade, Nadia Ghulam teve a casa onde vivia com sua família, no Afeganistão, destruída por uma bomba. Ela passou dois anos no hospital, teve o rosto deformado e perdeu todos os homens da sua família. Nadia, então, percebe que não tem quem traga o sustento para casa e sozinha decide fazer de tudo para salvá-los. Ela subverte as leis do talibã e do regime extremamente machista que proíbe as mulheres de trabalhar e estudar e assume a identidade do irmão morto para buscar o sustento da família.

A história de coragem e sobrevivência de Nadia tem muito em comum com a da ativista paquistanesa Malala Yousafzai, que desafiou o mesmo talibã para ter acesso à educação. Nadia e Malala são hoje as vozes mais ativas na defesa dos direitos humanos e das mulheres em áreas tomadas por fundamentalistas islâmicos.

Aos 21 anos, Nadia conseguiu imigrar para a Espanha, onde vive há mais de uma década dando entrevistas e palestras sobre sua trajetória e as necessidades e percalços enfrentados pelas mulheres islâmicas sob o regime do talibã. 
O segredo do meu turbante é uma história emocionante e real que já conquistou milhões de leitores em mais de 25 países

O Avesso da Pele - Jeferson Tenório

 

Um romance sobre identidade e as complexas relações raciais, sobre violência e negritude, O avesso da pele é uma obra contundente no panorama da nova ficção literária brasileira.

Vencedor do Prêmio Jabuti na categoria "Romance Literário". 

O avesso da pele é a história de Pedro, que, após a morte do pai, sai em busca de resgatar o passado da família e refazer os caminhos paternos. Com uma narrativa sensível e por vezes brutal, Jeferson Tenório traz à superfície um país marcado pelo racismo e por um sistema educacional falido, e um denso relato sobre as relações entre pais e filhos.
O que está em jogo é a vida de um homem abalado pelas inevitáveis fraturas existenciais da sua condição de negro em um país racista, um processo de dor, de acerto de contas, mas também de redenção, superação e liberdade. Com habilidade incomum para conceber e estruturar personagens e de lidar com as complexidades e pequenas tragédias das relações familiares, Jeferson Tenório se consolida como uma das vozes mais potentes e estilisticamente corajosas da literatura brasileira contemporânea.